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RPGs de turno e o mercado: qual o problema?

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Mesmo com o sucesso dos últimos anos de RPGs de turno como Clair Obscur: Expedition 33 e Baldur’s Gate 3, ainda me parece haver uma certa resistência no sucesso dos RPGs de turno (porque o que não faltam são RPGs de turno de qualidade). Nos últimos anos tivemos alguns sucessos como Sea of Stars, Metaphor, Like a Dragon (que faz mais sucesso pela sua própria “mística”, estética e história, ao meu ver), remakes/remasters de Persona (que já eram conhecidos), etc. No entanto, o sucesso ou o burburinho que esses jogos geram é muito menor, ao que me parece, a RPGs de ação ou jogos de ação em geral, mesmo quando os jogos de ação não estão no mesmo nível de qualidade. Há, também, uma tendência que tem ocorrido nos últimos anos, de sagas de RPG que eram de turno começarem a terem mais elementos de ação. Trails, uma saga que por tanto tempo foi apenas de turno, começa a colocar combates de ação, tanto em seus novos jogos como nos remakes, apesar do foco principal ainda ser em combates por tu...

O FINAL DE CLAIR OBSCUR: EXPEDITION 33 – “A vida nos dá sempre escolhas difíceis”

  A TENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR CONTERÁ SPOILERS DE TODO O JOGO CLAIR OBSCUR: EXPEDITION 33. ESTEJA DE SOBREAVISO ENTÃO QUE QUALQUER PARTE DO JOGO PODE SER DISCUTIDA NO TEXTO. Também não vou entrar em detalhes “explicando” o jogo, este texto é voltado também para quem já jogou o jogo por inteiro.   Uma das coisas que mais discuti com outras pessoas no ano passado foi sobre o final do jogo Clair Obscur: Expedition 33. Foi um jogo que realmente achei fantástico e que mereceu ganhar o prêmio de Jogo do Ano. No entanto, o final é o que mais me dava paixão em discutir porque eu me conectei tanto com o jogo que ficava querendo debatê-lo a todo momento, e os dois finais antagônicos que o jogo proporciona (e dos quais eu sou um ferrenho defensor de um, embora ache ambos agridoces, e que não há realmente um final “feliz”) dão oportunidade para esse tipo de discussão. A maioria das pessoas com quem falei parece preferir o final do Verso, e confesso que os argumentos me irritam um p...

Por que FRUSTRAÇÃO é considerado algo LEGAL como MECÂNICA de um jogo?

Este texto vai ser um pouco longo, então vou tentar incluir um resumo no final Não me entendam mal, todo jogo obviamente tem suas frustrações. Tirar 1 no dado naquele teste importante de Baldur’s Gate. Morrer para um golpe idiota quando você estava prestes a matar o chefe. Perder o jogo por situações que estavam fora do seu controle, e por aí vai. No entanto, na maioria das vezes, isso não é uma mecânica do jogo. Baldur’s Gate não faz você tirar 1 no dado de propósito, é uma coisa que pode acontecer, há uma chance, assim como nossas frustrações na vida, não há um ser maligno que fez você tirar 1 no dado (seja na vida real, seja em Baldur’s Gate). Quando eu falei sobre isso, meu amigo Henrique me indicou um texto do criador de “Getting Over It”, aquele jogo que você está em um caldeirão e precisa subir obstáculos com uma picareta, mas a física é extremamente horrível e você precisa ser absurdamente preciso para conseguir passar pelos obstáculos e que, por algum motivo, fez bastante ...

FINAL FANTASY 1: O início de tudo

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  Para quem não acompanha meu canal na Twitch , estamos fazendo uma saga, às quartas e domingos, 18h que promete ser bem longa: zerar todos os Final Fantasys da saga principal (incluindo aí o Tactics e o 7 Remake) do 1 ao 16. É, esperamos terminar pelo menos até o Brasil ser hexa. Mas o que eu queria falar realmente nesse post foi sobre o primeiro jogo que terminamos, que obviamente foi Final Fantasy 1. Aqui gostaria de observar que jogamos a versão “Pixel Remaster”, um bundle que fizeram do Final Fantasy 1 ao 6 que eu achei absolutamente fantástico: não só acrescentam mecânicas novas, como poder salvar em qualquer lugar, deixar o jogo um pouco mais fácil e obviamente mais bonito, todos também contam com tradução para o português, o que é absolutamente raríssimo em JRPGs, como infelizmente sabemos. Algumas dungeons, tesouros e monstros também foram atualizados. Eu não joguei o Final Fantasy antigo, então não tenho como comparar, mas imagino que deva ser MUITO mais difícil jogar o...

Assassin's Creed Origins - Review

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  Assassin’s Creed Origins iniciou uma revolução na saga Assassin’s Creed: uma saga que até o momento se mantinha como um jogo de ação/aventura agora virou um RPG de mundo aberto, o que, ao meu ver, foi uma decisão acertada porque, sinceramente, eu não gosto de nenhum dos Assassin’s Creed antigos com exceção do Revelations (não joguei o Unity e o Syndicate, mas não conheço super fãs desses jogos. Pelo contrário, o Unity é muito mal falado). Assassin’s Creed Origins não só traz uma brisa nova para a série, mas traz algo que os outros jogos, ao meu ver, não faziam: uma história bem contada, com um protagonista carismático que é Bayek e sua esposa Aya, que lutam para vingar a morte do filho. Uma história bem clichê, mas muito bem contada, e o amor dos dois sendo testado pelo sentimento de dever de cada um, e como cada um se sente em relação à morte do filho e tenta superar isso é realmente de partir o coração, principalmente conforme o jogo vai se aproximando do fim. Bayek é um exce...

Mais uma review COMPLETA de Baldur's Gate 3

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Bom, a essa altura já fazem mais de 20 dias que Baldur’s Gate foi lançado, e só agora eu terminei e posso dar meu veredito final. Ao contrário da maioria dos sites, não gosto de dar notas, preferindo destacar os prós e contras, dividindo em várias sessões, e no final dar uma resumida para quem não está afim de ler uma review muito longa. Antes de tudo, quero deixar claro que sou um fã ENORME de RPG e Dungeons & Dragons, joguei Baldur’s Gate 1 e 2, joguei Neverwinter Nights 2, então são coisas que literalmente tem um lugar muito quentinho no meu coração e portanto deve-se levar em conta que posso sim ser UM POUQUINHO, BEM POUQUINHO enviesado em favor do jogo. Também sou grande fã de outros jogos com sistemas baseados em D&D, como Pathfinder: Kingmaker. Dito isso, posso já antecipar que para mim Baldur’s Gate 3 é o jogo do ano (embora Zelda provavelmente vença o prêmio oficial, na minha opinião, puramente pelo marketing do nome Zelda), além de merecer vencer em muitas outras ...