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Mostrando postagens de janeiro, 2026

RPGs de turno e o mercado: qual o problema?

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Mesmo com o sucesso dos últimos anos de RPGs de turno como Clair Obscur: Expedition 33 e Baldur’s Gate 3, ainda me parece haver uma certa resistência no sucesso dos RPGs de turno (porque o que não faltam são RPGs de turno de qualidade). Nos últimos anos tivemos alguns sucessos como Sea of Stars, Metaphor, Like a Dragon (que faz mais sucesso pela sua própria “mística”, estética e história, ao meu ver), remakes/remasters de Persona (que já eram conhecidos), etc. No entanto, o sucesso ou o burburinho que esses jogos geram é muito menor, ao que me parece, a RPGs de ação ou jogos de ação em geral, mesmo quando os jogos de ação não estão no mesmo nível de qualidade. Há, também, uma tendência que tem ocorrido nos últimos anos, de sagas de RPG que eram de turno começarem a terem mais elementos de ação. Trails, uma saga que por tanto tempo foi apenas de turno, começa a colocar combates de ação, tanto em seus novos jogos como nos remakes, apesar do foco principal ainda ser em combates por tu...

O FINAL DE CLAIR OBSCUR: EXPEDITION 33 – “A vida nos dá sempre escolhas difíceis”

  A TENÇÃO: O TEXTO A SEGUIR CONTERÁ SPOILERS DE TODO O JOGO CLAIR OBSCUR: EXPEDITION 33. ESTEJA DE SOBREAVISO ENTÃO QUE QUALQUER PARTE DO JOGO PODE SER DISCUTIDA NO TEXTO. Também não vou entrar em detalhes “explicando” o jogo, este texto é voltado também para quem já jogou o jogo por inteiro.   Uma das coisas que mais discuti com outras pessoas no ano passado foi sobre o final do jogo Clair Obscur: Expedition 33. Foi um jogo que realmente achei fantástico e que mereceu ganhar o prêmio de Jogo do Ano. No entanto, o final é o que mais me dava paixão em discutir porque eu me conectei tanto com o jogo que ficava querendo debatê-lo a todo momento, e os dois finais antagônicos que o jogo proporciona (e dos quais eu sou um ferrenho defensor de um, embora ache ambos agridoces, e que não há realmente um final “feliz”) dão oportunidade para esse tipo de discussão. A maioria das pessoas com quem falei parece preferir o final do Verso, e confesso que os argumentos me irritam um p...